"Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos." (Moran, 2001)
domingo, 28 de agosto de 2011
Educação a distância vale a pena?
De 2000 para cá, a chamada EAD cresceu 45.000% em números de alunos no país. Muita gente, no entanto, ainda fica de pé atrás com quem tirou diploma de Pedagogia ou Licenciatura nessa modalidade de ensino. Para avaliar se isso é puro preconceito, veja o que é mito e verdade nessa área (Revista Nova Escola):
Para quem mora longe de uma universidade ou não pode ir à aula todos os dias, a Educação a distância (EAD) parece ideal. Por isso, ela tem conquistado tanto espaço. Em 2000, 13 cursos superiores reuniam 1.758 alunos. Em 2008, havia 1.752 cursos de graduação e pós-graduação lato sensu com 786.718 matriculados, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). A modalidade de ensino usa ambientes virtuais, chats, fóruns e e-mails para unir professores e turmas. Assim, quem é de Ribeirão Cascalheiras, a 900 quilômetros de Cuiabá, por exemplo, pode se formar em Pedagogia pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que mantém um polo na cidade.
As experiências no ensino a distância por aqui começaram no início do século 20, com cursos profissionalizantes por carta, rádio e, mais tarde, pela TV. Só com a internet e a banda larga, eles se tornaram viáveis na graduação e na pós.
Apenas recentemente começamos a apostar na EAD como uma saída para suprir a demanda por formação superior no país. Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) tem como prioridade a formação inicial de professores da Educação Básica pública, além de formação continuada aos graduados. Por meio de parcerias entre 38 universidades federais, a UAB oferece 92 opções de extensão, graduação e pós-graduação.
Poucos formados e falta de fiscalização preocupam
Estudo de 2007 capitaneado por Dilvo Ristoff, então diretor do Departamento de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), comparou os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade/2006) nas modalidades presencial e a distância. Das 13 áreas em que o confronto foi possível, os de EAD se saíram melhor em sete: Pedagogia, Biologia, Física, Matemática e Ciências Sociais, além de Administração e Turismo. Isso mostra que o fato de as aulas serem a distancia não significa que elas sejam de pior qualidade.
No entanto, é forte a desconfiança no mercado de trabalho em relação aos egressos dessa modalidade. Isso, em parte, por haver poucos diplomados. Dados do Inep revelam que, enquanto a graduação presencial formou 736.829 profissionais em 2006, o ensino a distância contabilizou apenas 25.804. Esse contingente ainda é pequeno para que as redes avaliem a competência deles.
Além disso, especialistas apontam graves problemas na forma como a EAD tem sido conduzida no país. No estudo Professores do Brasil: Impasses e Desafios, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a coordenadora Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas (FCC), relata que o governo federal ainda não dispõe de aparato suficiente para acompanhar, supervisionar e fiscalizar os cursos, fato que comprometeria sua qualidade. Outro ponto frágil da política governamental, segundo o trabalho, seria a pouca verba destinada aos tutores (que acompanham a aprendizagem dos grupos), feito por meio de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o que tornaria a qualificação dos profissionais precária.
Para não entrar em uma arapuca, o importante é avaliar as opções antes de se decidir. O documento Referências de Qualidades para a Educação Superior a Distância, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), indica o que você tem direito de saber antes de se matricular:
- Métodos de ensino da universidade
- Tecnologias usadas
- O tipo de material didático usado
- Os tipos de interação disponíveis
- Quanto tempo leva para o tutor responder às dúvidas.
FONTE: Ana Rita Martins e Anderson Moço.
Disponível em:
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/vale-pena-entrar-nessa-educacao-distancia-diploma-prova-emprego-rotina-aluno-teleconferencia-chat-510862.shtml
POSTADO POR JOSE RICARDO ROSA LIMA
UNIVERSIDADE VIRTUAL
Hiroshi entra no vagão de um trem em Tóquio e olha para o relógio – tem aula e não quer se atrasar. Do outro lado da cidade, Ken aguarda o transporte público e, enquanto espera, fica atento ao horário – ele também tem aula e não quer irritar o professor Sakuji Yoshimura, que detesta alunos não pontuais. Quando o relógio dos celulares do Japão marcarem oito horas, um dispositivo de alerta vibrará nos aparelhos de Hiroshi, de Ken e de outros dois mil alunos, avisando que o curso vai começar. Em vez de abrirem livros e cadernos, eles abrirão, estejam onde estiverem, seus celulares para a Cyber University, a primeira faculdade do mundo a oferecer cursos à distância 100% virtuais através da telefonia móvel. O celular já foi crucificado por ser um ótimo instrumento de “cola” para estudantes. Redime-se agora: com ele nas mãos, é possível estudar com seriedade sem pisar a sala de aula. Inaugurada este ano, a Cyber University tem a permissão do governo japonês para conceder diplomas de bacharel a todos os estudantes que seguirem à risca um de seus 100 cursos ministrados pelo celular – alguns dos mais concorridos são cultura chinesa antiga, jornalismo online e literatura inglesa. As aulas também podem ser assistidas à frente da tela de um computador. “A minha obrigação, como educador, é corresponder às necessidades de quem quer aprender”, diz o professor e diretor da universidade, Sakuji Yoshimura. As aulas via celular funcionam com a tecnologia streaming (transmissão em vídeo pela internet). Da sala de Yoshimura, uma câmera de vídeo capta a imagem e o áudio e os envia (via ondas de rádio) para os aparelhos cadastrados. Durante a apresentação, o professor usa o programa de computador Power Point para “escrever” na tela de cada aluno os assuntos mais importantes que possivelmente serão temas de provas. “Os vídeos ficam gravados em arquivos dentro dos aparelhos. Qualquer dúvida, basta assistilos novamente”, diz Yoshimura. O curso está disponível apenas nos telefones da fabricante de celular Softbank, que é dona de 71% da universidade virtual. Os alunos não precisam pagar mensalidades, mas têm de arcar com os custos da operadora. Segundo dados da instituição americana U.S.Distance Learning Association, mais de cinco milhões de pessoas utilizam mensalmente a internet para estudar. A rigor, cursos à distância existem há tempo, mas agora há a grande novidade de se poder acompanhar as aulas no celular. A Cyber University seguiu os passos da tradicional universidade americana Stanford, que há 30 anos oferece cursos à distância – só que sofisticou tais cursos ao extremo, valendo- se das novas e mais avançadas tecnologias da telefonia móvel. Na Inglaterra, a não menos tradicional Open University, que funciona há 25 anos, já formou dois milhões de alunos via ondas de rádio. “São milhões de pessoas superando obstáculos, como doenças, quilômetros de distância ou mesmo falta de tempo para aprender uma boa lição”, diz Yoshimura. FONTE: http://www.angrad.org.br/novidades/universidade_virtual/9/
POSTADO POR JOSE RICARDO ROSA LIMA do blog:http://www.profricardouedbrasil.blogaulas.com.br/
domingo, 21 de agosto de 2011
Primeira postagem
Olá sou Keilyane, trabalho como secretária em um CEAD e iniciei minha Pós graduação também a distancia, neste blog estarei falando um pouco sobre a experiência de ser uma aluna a distância. Bom este já é o segundo blog aff, fiz o primeiro e não sei o que fiz de errado. Mas tive de deletar e fazer outro. Mas aqui estou novamente e tenho certeza que dessa vez vai. Bjos e até logo.
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